Entrevista de Katie sobre The Bold Type, Haunt e mais para o ET
13.06.2018

Aviso: Spoilers menores à frente do primeiro episódio das duas horas da estreia da segunda temporada de The Bold Type, que você pode assistir no Hulu agora.

The Bold Type está indo mais fundo, mais sexy e, sim, mais ousado.

O sucesso do verão do ano passado retorna para uma segunda temporada com as três melhores amigas – Jane Sloan (Katie Stevens), Kat Edison (Aisha Dee) e Sutton Brady (Meghann Fahy) – em lugares dramaticamente diferentes em suas vidas profissionais e pessoais. Jane tomou a decisão ousada de deixar o conforto da revista Scarlet para a publicação digital mais incisiva Incite (pense que o Buzzfeed se encontra com o Vice); Kat embarcou em um voo para a América do Sul para estar com Adena (Nikohl Boosheri); e Sutton encontrou seu lugar no departamento de moda da Scarlet, com o seu romance secreto com o muito mais velho Richard (Sam Page) no limbo.

Foi divertido e interessante e estressante porque você tem todos esses sentimentos do que você sabe que conquistou na primeira temporada e como foi bem recebido. Você só quer fazer um bom trabalho progredindo nesta temporada, e eu acho que fizemos. As histórias que estamos contando são ótimas e foi muito divertido interpretar para onde as nossas personagens estão indo“, Stevens diz a ET sobre voltar ao ritmo das coisas para a segunda temporada, que explora temas de confiança de corpo, política interoffice e namoro com obstáculos. “Nós paramos na última temporada e não sabíamos como seria a próxima, então é sempre divertido pegar esses roteiros e ver como está progredindo.”

Stevens conversou com ET sobre os desafios profissionais de Jane, o trabalho com a nova showrunner Amanda Lasher (que substituiu a criadora Sarah Watson) e por que The Bold Type é ainda mais importante agora do que nunca.

ET: Antes de você voltar à produção da segunda temporada, o quão confiante você estava sobre conhecer o que Jane era – e que você poderia entrar em seus sapatos e ficar em sua pele facilmente? Ou ainda há um nível de incerteza que entra em jogo?

Katie Stevens: Eu estou sempre incerta porque não sei o que os escritores planejaram. [Risos] Mas eu acho que é assim na vida também. Nós nunca sabemos o que vem pela frente, então acho que é quase a melhor maneira de ser. Estou descobrindo o que Jane está passando quando Jane está descobrindo. Eu vou dizer que eu estava nervosa porque nós terminamos a primeira temporada em agosto e começamos a segunda temporada em fevereiro, então eu tive um longo intervalo entre as temporadas e para voltar a interpretar Jane. Eu me lembro que eu estava fazendo um filme de terror em outubro e a personagem era tão oposta a Jane, então eu fiz ela por dois meses, e um mês e meio depois, eu tive que ir interpretar Jane e eu fiquei tipo “Eu sei isso ainda? [Risos] Mas é como andar de bicicleta e voltar ao ritmo das coisas. Eu me lembro de estar tão nervosa porque no meu primeiro dia de filmagem eu não tinha as meninas comigo porque eu não estava mais na Scarlet e eu estava na Incite. Eu me lembro de dizer: ‘Não! Eu preciso das garotas porque é assim que eu volto a ‘andar de bicicleta’!” Eu acho que foi bom porque Jane não se sente confortável na Incite, então a realidade versus o show, funcionou.

A temporada começa com Jane iniciando seu novo trabalho na Incite e tentando conseguir um lugar lá. Parece que vai ser uma tarefa difícil para Jane, com a Incite sendo o oposto do que Scarlet representou e o que Jane foi capaz de realizar lá.

Quando ela estava na Scarlet, ela estava recebendo um feedback muito bom e estava indo muito bem quando ela estava escrevendo coisas que eram políticas e contundentes. Ela percebeu que não há muito espaço para isso na Scarlet. No final da primeira temporada, ela queria fazer mais coisas [nessa área] e Jacqueline não estava permitindo que ela fosse desafiada. Ter a Incite para ela naquele momento parecia muito atraente. Esta temporada é toda sobre Jane ter deixado Scarlet para realmente perceber o que ela quer fazer e quem ela quer ser e a escritora que ela quer ser. Eu meio que comparo com namoro. Você namora para que você possa aprender o que gosta e o que não gosta, então quando você encontra a pessoa certa, você é capaz de reconhecer isso. Eu acho que o mesmo vale para Jane. Ela ama a Scarlet e teve uma experiência maravilhosa lá; agora ela vai a Incite e não tem uma ótima experiência. Ela está aprendendo que nem todos os chefes são tão maravilhosos quanto Jacqueline, e algumas pessoas vão distorcer a verdade e ser desonestas. Está levando ela [a ter que] ir nessa jornada e realmente fracassar na Incite e ter que pegar essas peças para perceber o que ela realmente queria fazer e onde ela deveria estar.

Com Jane na Incite e Kat e Sutton na Scarlet, quanto tempo o trio vai passar junto agora que elas não estão andando pelos mesmos corredores durante o dia de trabalho?

Nós vemos as garotas fora do trabalho porque elas nem sempre estão no escritório. Você vai vê-las fora do escritório e saindo juntas e todas essas coisas divertidas. A primeira temporada foi um monte de coisas na Scarlet, mas é bom ver essas garotas fora do escritório em seu elemento de vida regular.

Quais são as perspectivas românticas de Jane nesta temporada com Ryan, também conhecido como Pinstripe, voltando e um novo interesse amoroso, Ben, entrando em cena?

[Pinstripe] volta, mas você também verá um interesse amoroso diferente para Jane entrando em cena. Você vai ver Pinstripe voltar e onde isso funciona para Jane e para o relacionamento deles já que eles têm essa química louca. As pessoas que uma vez foram íntimas umas com as outras podem ser amigas? O que é interessante, e é porque Dan Jeannotte interpreta o personagem tão bem, é que Jane terminou com ele na temporada passada e ela disse: “Eu preciso de compromisso e preciso de monogamia”. Ela estava meio que colocando ele em uma caixa porque ele nunca disse que não queria isso. Você continuará a ver Jane tentando colocá-lo nesta caixa e ele dizer: “Eu vejo que é como você pensa que eu sou, mas vou continuar a provar que você está errada.” Isso é muito do que fazemos na vida. Coisas que nos assustam, tentamos colocá-las em uma caixa ou tentamos pintá-las de uma forma que nos pareça mais segura. É o que Jane sempre faz com o Pinstripe. Você vai vê-la com esse novo interesse amoroso e eles realmente têm uma conexão também. Com quem Jane quer estar? Jane quer estar com alguém? Você também verá seu acordo com o status do gene BRCA e isso muda muitas coisas e muito do que Jane quer da vida. Ela vai ter que se sentar com ela mesma e realmente descobrir isso.

O primeiro episódio da temporada introduziu uma nova política corporativa na Scarlet, em que colegas de qualquer nível poderiam namorar se assinassem um documento com o RH dizendo que o relacionamento era consensual. Qual é a sua opinião sobre como essa nova regra afeta o romance ‘de novo e de novo’ de Richard e Sutton?

Você vai passar por toda uma montanha russa de emoções com a vida amorosa de todos nessa temporada, mas eu acho que especialmente com esses personagens. No final do primeiro episódio, você vê aquela cena realmente difícil em que Sutton escolhe a sua carreira. Acho que vamos ver Sutton batalhar e ver se essa foi a decisão certa para ela. Ela vai aprender sobre ela através dessa jornada, mas eu sou sempre Team Sutton e Richard, então eu sempre tenho esperança.

Você entrou na segunda temporada de The Bold Type com uma nova showrunner no comando, Amanda Lasher, de Sweet/Vicious da MTV. Qual tem sido a sua relação profissional com Amanda nesta temporada e que conversas criativas vocês tiveram?

Eu era fã de Sweet/Vicious e Aisha estava em Sweet/Vicious, então ela conhecia Amanda. Eu estava muito animada e Amanda também fez Gossip Girl. Eu sou fã de seu trabalho há muito tempo, então foi ótimo tê-la aparecendo e ter uma nova perspectiva. Quando tivemos nosso primeiro telefonema, ela foi muito tranquilizadora e disse: “Quero que você saiba que a amizade das meninas sempre permanecerá intacta“. Nós nunca teremos as meninas esfaqueando as costas umas das outras. Ela estava vindo como uma fã do show. Ela tem sido tão maravilhosa e é tão colaborativa e aberta e uma vez, eu comecei a trabalhar muito cedo e precisava de uma pergunta respondida antes de começar a trabalhar. Liguei para ela e eram quase três horas da manhã em Los Angeles e ela acordou para falar comigo, e eu fiquei tipo: “Eu me sinto uma pessoa realmente horrível porque realmente quero que você durma“. E ela ficou tipo: “Não, tudo bem!” e ela respondeu minhas perguntas. Ela está sempre tão disponível para nós e eu acho que é importante para ela também porque ela quer que seja uma experiência colaborativa. Ela sabe que nós construímos um relacionamento juntas como amigas e ela nos deixa fazer a nossa coisa, e ad-lib, onde vemos que temos a oportunidade de fazê-lo. Eu não posso dizer coisas boas o suficiente sobre ela.

The Bold Type realmente envolve mulheres comuns enquanto elas tentam navegar em suas carreiras enquanto equilibram suas vidas pessoais. Como uma das estrelas de um programa em que você pode explorar questões atuais como o gene BRCA, paridade de gênero e assédio sexual, o que isso significa para você?

Estou muito orgulhosa. Eu acho que é realmente importante, especialmente no clima de onde o mundo está agora [e] especialmente para as mulheres jovens, para ver as suas histórias contadas e refletidas. É ótimo estar em um show que mostra o que as mulheres passam todos os dias e as coisas que as mulheres têm que lidar e enfrentar. É ótimo mostrar que as mulheres podem ser fortes e gentis ao mesmo tempo. Não precisa significar que quando ela é forte, ela é uma v**ia. Ou se ela é focada em sua carreira, ela não se preocupa com a sua vida amorosa. Ou se ela se preocupa com a sua vida amorosa, ela não é focada na sua carreira. Eu acho que estamos refutando tudo isso. Você pode ser forte. Você pode se importar com sua carreira. Você pode se preocupar com sua vida pessoal. Não há fraqueza em qualquer parte disso. Eu sinto que tento encontrar esse equilíbrio feliz em minha própria vida. O trabalho fica difícil e eu tenho que ficar longe do meu noivo [Paul DiGiovanni] e da minha vida e do meu cachorro, mas eu estou tentando conciliar tudo isso, e é ótimo estar em um show em que eu interpreto uma personagem que está passando por coisas semelhantes as que eu estou passando. Em nosso show, temos homens fortes que não se sentem intimidados por mulheres fortes; eu odeio ver shows onde a mulher é a vítima e a mulher está fazendo o papel apenas para complementar o homem. Eu recebo fãs vindo até mim na rua, me dizendo o quanto o show significa para eles e isso é muito gratificante. Tenho muito orgulho de poder contar essas histórias.

Fonte I Traduzido e Adaptado por: Laura I Equipe do KSBR